Bar do Justo


Sobre o pretenso morto

Julgo que todos os meus confrades do Justo conhecem a história da morte do Barroca. Sabem também que não terá havido nenhum Barroca pela Picheleira e que o pretenso morto tinha outro nome (que preferi não divulgar). Adiante.

Porque como nenhum dos meus amigos estava presente quando ouvi uma genuína pérola de sensibilidade, não resisto a reproduzir aqui uma quadra que ouvi da boca do tal morto que só morreu mais tarde.

Estávamos a entrar num carro onde tínhamos conseguido boleia para um jogo do VCL fora de portas (dou de facto a ideia que passei a vida a andar à boleia) e havia alguém que demorava a passar para o banco de trás.

Pelo que eu sei da qualidade, aspecto e natureza de quem andava à boleia para as jogas da Vitória, arrisco a que ele devia ter uma perna mais curta que outra ou mesmo não ter uma perna (ou até não ter nenhuma delas).

Farto de esperar e porque a morte andava à espreita, o Barroca-que-não-se-chamava-de-facto-Barroca, largou o seguinte comentário:

Anda lá agora
Ó meu poeta lirú
Tira-mo já da boca
E põe-mo depressa no cu

(conclusão)

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